Por: Fabiana Romanini

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Você sabia que a ativação comportamental (AC) é um tratamento completo por si para depressão? Ela é uma terapia comportamental e compreende um dos tratamentos mais indicados para depressão.

A AC parte da premissa básica que pessoas deprimidas geralmente se afastam cada vez mais de suas rotinas e de seu ambiente. Essa evitação vai contribuindo, cada vez mais, para o humor depressivo, pois as pessoas se afastam de atividades reforçadoras positivas como experiências agradáveis e de domínio. O objetivo da AC é tornar os pacientes mais ativos, aumentando assim o reforço positivo. 

Existem dois protocolos mais conhecidos sobre AC: o de Martell, que contempla em torno de 22 sessões, e o de Lejuez (ACPD), que é mais curto. Em comum, há 3 passos fundamentais para os quais gostaríamos de chamar atenção.

O primeiro passo consiste no monitoramento das atividades do paciente, em geral por 1 semana, para identificar quais atividades o paciente costuma realizar e que emoções desencadeiam. É preciso entender quais atividades fazem o paciente se sentir bem e quais pioram seu humor.

Segundo, identificar os valores do paciente. É fundamental que as atividades agendadas tenham relação direta com seus valores, pois assim serão naturalmente reforçadoras. 

Com essas informações, o próximo passo é planejar as atividades. Não basta apenas escolher algumas atividades que deixem o paciente mais ativo, é preciso selecionar quais atividades serão reforçadoras. Essa etapa é muito importante para o sucesso do tratamento. 

A princípio, a AC parece ser um recurso simples e fácil de aplicar, porém é bastante desafiador. Primeiro, porque ela necessita de uma boa avaliação funcional e de uma boa seleção de atividades que sejam adequadas. Segundo, porque há barreiras que dificultam o processo como a evitação e a ruminação.

O #ficaadica Habilitá na ativação comportamental é que o terapeuta tem alguns recursos importantes para seu sucesso como: empatia e mindfulness. A empatia é uma habilidade que o terapeuta precisa ter desenvolvida para realmente se colocar no lugar do paciente e compreender suas dificuldades. O mindfulness é uma técnica bastante eficaz para ajudar o paciente a controlar a ruminação e trabalhar com aceitação das emoções e dificuldades do processo.

Gostou da dica? Quer saber mais sobre os protocolos e as ferramentas mencionados? Procure a Habilitá!

Referências: 

Hayes, S. C., & Hofmann, S. G. Terapia Cognitivo-Comportamental Baseada em Processos: Ciência e Competências Clínicas. Artmed Editora.

Wenzel, A. Inovações em Terapia Cognitivo-Comportamental: Intervenções Estratégicas para uma Prática Criativa. Artmed Editora, 2018

APA.  Division 12 American Psychologiacal Association. Disponível em: https://div12.org/treatment/cognitive-therapy-for-depression. Acesso em: 08/11/21.

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